Projeto Saúde & Alegria

Saúde & Alegria

Há 40 anos no Oeste do Pará, apoiando comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais
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UBS da Floresta

Fortalecimento do SUS em territórios amazônicos com energia solar, conectividade e equipamentos básicos e modernos.
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Educação, Comunicação e Cultura

Criação de uma rede de agentes e comunicadores locais
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Saneamento comunitário

Soluções coletivas e sustentáveis para garantir água limpa, saúde e dignidade
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Energia solar

Implantação de sistemas fotovoltaicos em comunidades isoladas, capacitando moradores
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Gran Circo Mocorongo

Arte, humor e informação para disseminar educação e cultura
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Centro Experimental Floresta Ativa

Polo de formação que une conhecimento científico e saberes tradicionais
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Relatório anual 2024

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40

anos na Amazônia

09

municípios atendidos

15 mil

famílias

60 mil

pessoas

O bem viver dos povos

Modelos inovadores e tecnologias sociais são cocriados com as comunidades, fortalecendo a autonomia, a valorização cultural e a resiliência em um ecossistema de soluções integradas. Isso tudo resulta em impactos de longo prazo para um futuro com justiça social, solidário e com a Amazônia em pé.

Voltar à Amazônia e ver a evolução é emocionante. A UBS da Floresta é um modelo construído com e para a comunidade. Estamos levando o SUS para dentro da floresta, respeitando os modos de vida e garantindo cuidado onde as pessoas vivem

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Onde atuamos

O Projeto Saúde e Alegria (PSA) concentra sua atuação no Oeste do Pará, numa área maior do que o estado de São Paulo. As grandes distâncias, a baixa infraestrutura e a dispersão das comunidades resultam em acesso precário a serviços básicos, como saúde, água e saneamento.

Com municípios do tamanho de países, o território impõe desafios logísticos. Os altos custos operacionais, conhecidos como custo amazônico, somam-se às longas distâncias e às dificuldades de transporte, ampliando a vulnerabilidade das populações que vivem às margens dos rios e em áreas de difícil acesso.

Ao longo de seus 40 anos de atuação na Amazônia, o PSA transformou essa complexidade em expertise. Por meio de uma abordagem participativa, desenvolveu metodologias próprias para chegar a comunidades distantes em viagens de barco que podem durar até 20 horas, mobilizando equipes interdisciplinares e cocriando soluções adaptadas a cada território, sempre com foco na promoção do bem-viver.

Profundo conhecimento da região

mapaa

Principais indicadores

Rede de abastecimento

Quase metade da população do Pará não tem acesso à rede de abastecimento (48,37%). No Oeste do Pará onde atuamos, os percentuais são ainda piores:, 51,51% não tem acesso à rede em Santarém e 92,23% em Itaituba.

Fonte: SINISA, 2024

Rede coletora de esgoto

Mais de 82% da população do Pará ainda não tem acesso à rede coletora de esgoto. No Oeste do Pará, os percentuais são ainda mais elevados. Em Santarém, 96,23% da população vive sem acesso a esse serviço.

Fonte: SINISA, 2024

Mortalidade infantil

A mortalidade infantil no Pará permanece elevada. Em Santarém ainda temos 16,43 óbitos por mil nascidos vivos, enquanto em São Paulo esse índice é de 10,99.

Fonte: IBGE, 2023

Sua doação fortalece quem está no território, transformando compromisso em ação concreta. Veja nossa prestação de contas anual.

Como nos organizamos

Nosso propósito é promover a qualidade de vida, o exercício da cidadania e o protagonismo dos povos da Amazônia, por meio de processos de desenvolvimento integrado sustentável, justiça climática e do aprimoramento de políticas públicas.

Os desafios enfrentados pelos povos da floresta exigem respostas integradas e colaborativas. Estruturamos nossos projetos em áreas que se complementam e se retroalimentam.

Saúde na Floresta

Apoiamos estratégias inovadoras para cuidado integral da saúde em áreas remotas, com a consolidação de um modelo de atenção básica capaz de responder aos contextos locais. Combinamos infraestrutura comunitária (como postos de saúde com energia solar, kits de telessaúde e UBS Fluvial), formação de agentes comunitários e articulação com as políticas públicas de saúde

Disseminamos tecnologias sociais de baixo custo e soluções adaptadas aos territórios para ampliar o acesso a saneamento, energia e conectividade. A infraestrutura básica é fundamental para reduzir desigualdades, garantir o acesso a políticas públicas e aumentar a resiliência diante das mudanças climáticas.

Combinamos linguagens artísticas e pedagógicas na integração de saberes ancestrais com a força criativa da juventude para a comunicação popular. A inclusão digital ética e o fortalecimento de identidades amplia vozes dos povos da floresta e promove protagonismo comunitário.

Valorizamos a sociobiodiversidade para garantir o bem-viver dos povos  tradicionais e agricultores familiares. A integração de conhecimento tradicional e inovação aumenta a participação dos produtos e serviços da floresta nos sistemas alimentares e na economia regional.

Fortalecemos as organizações comunitárias para a construção de estratégias de governança que respeitem os direitos coletivos e os saberes locais. A promoção do protagonismo de movimentos sociais, conselhos e federações, tem foco na regularização fundiária, no ordenamento territorial e na proteção das áreas comuns.

Presença constante em fóruns, conselhos, articulações e espaços públicos, dentro e fora da Amazônia. Ao ampliar a presença do território em redes estratégicas para fortalecer a contribuição para políticas públicas transformadoras.

Rede de parceiros

A Amazônia regula a temperatura e a chuva da Terra, é o "paracêtámal" do mundo. Se Amazônia cuida da saúde do planeta, quem cuida da saúde dela são os povos da floresta, que estão aqui muito antes da gente. E quem cuida da saúde deles?

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Na mídia

Além de ser tema de inúmeras reportagens na imprensa nacional e internacional, o Projeto Saúde e Alegria é frequentemente convidado para podcasts, entrevistas e rodas de conversa em salas de situação.

Nossa opinião

Na região do país que mais carece de infraestrutura básica, serão mais que bem-vindos investimentos em adaptação climática que melhorem o acesso às energias renováveis, ao saneamento, à água de consumo, aos sistemas de irrigação, de conservação de alimentos, de atenção primária, entre outros.

Folha de São Paulo

Leia outros artigos de Caetano Scannavino na sua coluna na Folha.

Proteja nossas crianças e adolescentes

As denúncias enviadas para o Projeto Saúde e Alegria são recebidas pela Ouvidoria e pelo Comitê de Gênero e Diversidade, que realizam uma triagem inicial das informações e asseguram seu sigilo e confidencialidade.

Diário de bordo

O que aconteceu essa semana em cada programa

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Nossas causas

Amazônia e seus povos

Amazônia viva

Pela sociobiodiversidade e restauração ambiental

Pelos povos da floresta

Juntos com as causas indígenas, quilombolas, das comunidades tradicionais e agricultores familiares

#nãoPLdaDevastação

O Projeto Saúde e Alegria manifesta posição contrária ao chamado PL da Devastação por entender que ele fragiliza o licenciamento ambiental, enfraquece a proteção dos territórios e amplia riscos à saúde, à água e ao clima, especialmente na Amazônia. A proposta ignora evidências científicas, desconsidera direitos de povos indígenas, comunidades tradicionais e populações ribeirinhas, e abre caminho para o aumento do desmatamento, das queimadas e das desigualdades socioambientais. Defender a vida, a floresta e o bem-estar das populações amazônicas exige políticas públicas responsáveis, baseadas na ciência, na participação social e no respeito aos limites ecológicos do planeta.

#nãoMarcoTemporal

O Projeto Saúde e Alegria se posiciona de forma contrária ao Marco Temporal por considerar que ele viola direitos originários dos povos indígenas, ignora a história de expulsões, violências e deslocamentos forçados e ameaça a integridade dos territórios que sustentam culturas, modos de vida e sistemas de cuidado fundamentais para a Amazônia. Ao enfraquecer a demarcação de terras indígenas, o Marco Temporal amplia conflitos, estimula a grilagem e compromete a proteção da floresta, da água e do clima. Defender os direitos indígenas é defender a Constituição, a vida e o futuro comum de toda a sociedade.

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